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sábado, 4 de julho de 2009

JACOB

Querido Jacob,
Preciso falar com você e dizer que o que sentimos é algo muito parecido e diferente ao mesmo tempo!
Ah, Jake! Talvez possamos nos ajudar, entretanto, não terminei de ler a sua história e saber se você terá um final feliz...
Gostaria de poder sofrer um "imprinting" como você... Acho que você tem razão quando começou a pensar que isso poderia ser uma singela solução.
Entretanto, nem sempre as coisas saem como o esperado... Porque há uma grande diferença entre você querer sentir e realmente sentir... Mas parece que há pessoas que não compreendem isso, mas não as culpo por isso. E sei que você entende o que se passa.
Os olhos azuis, os olhos que eu mais amo em todo o mundo e em toda a minha existência, meu exemplo e meu espelho, me explicou o que aconteceu e por isso eu compreendi. Parece que ficou mais claro.
Faço o que você fez aquele dia no parque o tempo todo! E é tão estranho, não é mesmo? Sei como você se sentiu. Parece que por melhor que seja "a coisa", sempre falta alguma coisa... E assim como aquela menina, cuja me esqueci o nome, procuro outros olhos, mas sem a menor semelhança com àqueles então olhados.
Mas nada dura por muito tempo, não é mesmo Jacob? Mesmo que tenhamos a eternidade pela frente... O mundo gira e gira, cada vez mais veloz.
Na sua história há o inimaginável e o inexistente (até onde sei pelo menos...) e na minha há apenas o aroma doce dos sentimentos e das lembranças de outrém.
Um dia, talvez Jake, eu possa me sentar com você para tomarmos um chá e comermos alguns biscoitos e eu prefiro que você esteja na sua forma humana... Sabe como é... É mais seguro. Embora, eu não tenha a pretensão de ser meio-humana ou meio-alguma-coisa. Você sabe do que estou falando.
Sim Jacob... Às vezes eu acho que nunca serei capaz de conseguir o que você conseguiu... Você teve sorte com a filha da Bells... Enfim, não sei se terei a mesma sorte, mas de qualquer forma, estou sorrindo, Jake!
Com amor,
Rosalie C. Swan

quinta-feira, 23 de abril de 2009

MÉTODOS

Ao invés de estar estudando para uma das várias provas que terei em breve – hoje inclusive – estou aqui pensando (e como eu penso) nas pessoas de um modo geral...

Tenho perguntas simples, mas que talvez a sociedade não possa me dar uma resposta que me satisfaça...

1 – Por que tem de haver um método para resolver as coisas? Como por exemplo: “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes” ou “Como se Tornar um Líder Servidor”?

2 – Realmente essas “receitas” funcionam?

3 – Por que a sociedade cria um método pra tudo? E por que ela faz tanto agito para resolver coisas tão simples?

Entenda caro (a) leitor (a), que minha intenção não é criticar os livros que citei, tampouco, criticar a maneira como a sociedade moderna vive... Mas acho que antigamente as pessoas eram mais felizes, quando havia menos “jeitos certos de se fazer”... Acho que não existe um jeito certo, uma fórmula mágica... Acho que o mais simples modos de se fazer qualquer coisa é o melhor método para resolvê-las. Uma explanação: estaria eu me contradizendo agora?! Não importa, tenho certeza que fui compreendida.

Também não sei qual a razão, mas me lembrei de um e-mail que recebi algumas vezes sobre a criança que perde seu cachorro e sobre o amor que ela sentia por seu bichinho de estimação e pelo curto tempo de vida dele... O que me tocou e o que quero dizer agora é justamente sobre a essência que a criança passou, sobre o sentido da vida, sobre as coisas simples da vida.

Penso que se resolvêssemos nossos problemas das maneiras mais simples possíveis, as pessoas seriam mais felizes... E para isso o homem teria que deixar a armadura de aço de lado e voltar a ser um pouco mais menino...

Mas ai entro em outra área complicada... As experiências vividas, as decepções e as lições aprendidas, os sentimentos e histórias que formam a personalidade de cada indivíduo e a maneira dele de enxergar o mundo, que afeta as suas decisões e a vida de outras pessoas...

Então perceba que volto para o início desse ciclo, e que se procurássemos deixar os métodos de lado, o orgulho, a avareza e uma porção de sentimentos ruins e que se tentássemos – ao menos – fazer e ver da maneira mais simples possível, nossos problemas teriam proporções menores, nossa vida seria menos estressante, nosso coração sofreria menos e com certeza seríamos dotados de uma inteligência maior ainda, pois compreenderíamos o verdadeiro sentido das coisas, não perderíamos o foco...

E após ler sobre tantos métodos burocráticos ou não – e ler sobre estratégias e objetivos, sobre fórmulas milagrosas, decidi ter o meu próprio método de encarar a vida, ou seja, não ter método algum – na verdade, nunca houve.

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Ressalva 01: Meus métodos de estudo na faculdade resolvem. Já ganhei o primeiro 10,0... Estou em busca dos próximos. Sou fominha mesmo.

Ressalva 02: Ler sempre foi uma das minhas grandes paixões. Fiquei em 7º lugar dos mais de 5.000 funcionários da empresa que trabalho que mais emprestaram livros em 2008; de presente ganhei um livro, porque hoje 23 de abril é dia do livro. Ontem comecei a ler um livro engraçadinho, sobre um labrador chamado Spike.

PS 01: O livro que ganhei é do nosso queridíssimo Ziraldo! O nome dos personagens nem a história não faço a mínima idéia de como são... O título: Vito Grandam: uma história de vôos. A capa tem uma asa delta... Cômico, não?

PS 02: Veja as coisas de maneira simples, não tente ver coisas aonde elas não existem, embora, como eu sempre digo, há sempre mais do que os olhos podem ver.

PS 03: Sempre acreditei em sinais, porém tem alguns que sempre estão presentes, mas que nunca enxergamos... Então, tem que acontecer algo, que faz com que você os veja por todos os lugares... Eu chamaria também de Lei da Atração...

PS 04: Do meu modo me sinto feliz. É como se houvesse regredido um capítulo da minha vida... Agora cabe a mim decidir de qual jeito era melhor. Mas sem um método para tal, pois ele não existe.

PS 05: É engraçado também como algumas pessoas adoram fazer você se sentir um idiota... Primeiro você é um idiota por não mandar no que você sente, depois você é um idiota por sentir justamente. Embora, essas pessoas tenham razão em algum ponto, também não são perfeitas e se tornam idiotas por tanto criticar a vida alheia.

PS 06: Me despeço – finalmente – para mergulhar em outro mundo: o caminho para a realização de alguns sonhos – que eu poderia até dizer que tem certo método, mas deixo esse caminho fluir seu ritmo naturalmente, mesmo sendo necessário, muitas vezes, um pouco de esforço extra.

PS 07: Ainda faltou falar sobre memória e seu efeito no cérebro - coisa que li hoje pela manhã e que achei muito interessante e que de fato acontece comigo... Mas isso vai ser conversa para um outro dia! =)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Hoje termino de ler (provavelmente) um livro bastante interessante: “A última grande lição: o sentido da vida”, de Mitch Albom. Ele conta a história de um aluno e de um professor, Mitch (o autor) e Morrie, respectivamente. Morrie está a beira da morte, com uma doença fatal e a cada dia ele fica mais dependente dos outros, porém ele nos ensina que para aprendermos a viver, temos que primeiro aprender a morrer, e o quanto as pessoas são importantes na nossa vida, o amor, a família, o convívio com a sociedade... E quando estamos morrendo, o dinheiro, a casa bonita, o carrão do ano ou a roupa da moda pouco nos importam. É uma verdadeira grande lição. E ele ainda diz ter sorte de ter uma morte lenta, pois nesses últimos momentos ele ainda pode desfrutar o pouco prazer que ainda lhe resta: o amor das pessoas. Nos ensina também, sobre o desapego às coisas que não nos fazem bem e que devemos nos perdoar além de perdoar aos outros.

Esse livro tem me feito pensar em alguns aspectos relevantes da minha vida, nas pessoas importantes pra mim, nas que já foram importantes pra mim. Sinto um aperto no peito, mas é uma sensação que eu conheço muito bem qual é. Pensei nos amores que eu tive, que não foram tantos assim, mas que tiveram uns, pouco mais de significado ou um pouco menos.

Mas é como eu sempre digo, a vida é uma verdadeira caixinha de surpresas. Como diz Morrie: “As pessoas morrem, é um ciclo natural da vida, mas seus sentimentos ainda permanecem vivos naqueles que realmente tocamos o coração. É uma maneira de continuar vivo, de algum jeito”.