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quinta-feira, 23 de abril de 2009

MÉTODOS

Ao invés de estar estudando para uma das várias provas que terei em breve – hoje inclusive – estou aqui pensando (e como eu penso) nas pessoas de um modo geral...

Tenho perguntas simples, mas que talvez a sociedade não possa me dar uma resposta que me satisfaça...

1 – Por que tem de haver um método para resolver as coisas? Como por exemplo: “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes” ou “Como se Tornar um Líder Servidor”?

2 – Realmente essas “receitas” funcionam?

3 – Por que a sociedade cria um método pra tudo? E por que ela faz tanto agito para resolver coisas tão simples?

Entenda caro (a) leitor (a), que minha intenção não é criticar os livros que citei, tampouco, criticar a maneira como a sociedade moderna vive... Mas acho que antigamente as pessoas eram mais felizes, quando havia menos “jeitos certos de se fazer”... Acho que não existe um jeito certo, uma fórmula mágica... Acho que o mais simples modos de se fazer qualquer coisa é o melhor método para resolvê-las. Uma explanação: estaria eu me contradizendo agora?! Não importa, tenho certeza que fui compreendida.

Também não sei qual a razão, mas me lembrei de um e-mail que recebi algumas vezes sobre a criança que perde seu cachorro e sobre o amor que ela sentia por seu bichinho de estimação e pelo curto tempo de vida dele... O que me tocou e o que quero dizer agora é justamente sobre a essência que a criança passou, sobre o sentido da vida, sobre as coisas simples da vida.

Penso que se resolvêssemos nossos problemas das maneiras mais simples possíveis, as pessoas seriam mais felizes... E para isso o homem teria que deixar a armadura de aço de lado e voltar a ser um pouco mais menino...

Mas ai entro em outra área complicada... As experiências vividas, as decepções e as lições aprendidas, os sentimentos e histórias que formam a personalidade de cada indivíduo e a maneira dele de enxergar o mundo, que afeta as suas decisões e a vida de outras pessoas...

Então perceba que volto para o início desse ciclo, e que se procurássemos deixar os métodos de lado, o orgulho, a avareza e uma porção de sentimentos ruins e que se tentássemos – ao menos – fazer e ver da maneira mais simples possível, nossos problemas teriam proporções menores, nossa vida seria menos estressante, nosso coração sofreria menos e com certeza seríamos dotados de uma inteligência maior ainda, pois compreenderíamos o verdadeiro sentido das coisas, não perderíamos o foco...

E após ler sobre tantos métodos burocráticos ou não – e ler sobre estratégias e objetivos, sobre fórmulas milagrosas, decidi ter o meu próprio método de encarar a vida, ou seja, não ter método algum – na verdade, nunca houve.

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Ressalva 01: Meus métodos de estudo na faculdade resolvem. Já ganhei o primeiro 10,0... Estou em busca dos próximos. Sou fominha mesmo.

Ressalva 02: Ler sempre foi uma das minhas grandes paixões. Fiquei em 7º lugar dos mais de 5.000 funcionários da empresa que trabalho que mais emprestaram livros em 2008; de presente ganhei um livro, porque hoje 23 de abril é dia do livro. Ontem comecei a ler um livro engraçadinho, sobre um labrador chamado Spike.

PS 01: O livro que ganhei é do nosso queridíssimo Ziraldo! O nome dos personagens nem a história não faço a mínima idéia de como são... O título: Vito Grandam: uma história de vôos. A capa tem uma asa delta... Cômico, não?

PS 02: Veja as coisas de maneira simples, não tente ver coisas aonde elas não existem, embora, como eu sempre digo, há sempre mais do que os olhos podem ver.

PS 03: Sempre acreditei em sinais, porém tem alguns que sempre estão presentes, mas que nunca enxergamos... Então, tem que acontecer algo, que faz com que você os veja por todos os lugares... Eu chamaria também de Lei da Atração...

PS 04: Do meu modo me sinto feliz. É como se houvesse regredido um capítulo da minha vida... Agora cabe a mim decidir de qual jeito era melhor. Mas sem um método para tal, pois ele não existe.

PS 05: É engraçado também como algumas pessoas adoram fazer você se sentir um idiota... Primeiro você é um idiota por não mandar no que você sente, depois você é um idiota por sentir justamente. Embora, essas pessoas tenham razão em algum ponto, também não são perfeitas e se tornam idiotas por tanto criticar a vida alheia.

PS 06: Me despeço – finalmente – para mergulhar em outro mundo: o caminho para a realização de alguns sonhos – que eu poderia até dizer que tem certo método, mas deixo esse caminho fluir seu ritmo naturalmente, mesmo sendo necessário, muitas vezes, um pouco de esforço extra.

PS 07: Ainda faltou falar sobre memória e seu efeito no cérebro - coisa que li hoje pela manhã e que achei muito interessante e que de fato acontece comigo... Mas isso vai ser conversa para um outro dia! =)

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Hoje eu me permitirei ao luxo de não falar nada com nada... (sempre me permito).

E minha questão é: Por que o que eu escrevo tem que ter um sentido se nem tudo o que eu penso faz sentido? É, tem sentido escrever o que eu penso que não tem sentido.

Por que a cada dia que passa, e as coisas que acontecem, tornam as pessoas mais exigentes e intransigentes?

Às vezes eu me pergunto se daqui a 05 anos tudo o que eu escrevo vai fazer sentido e se eu vou entender. Mas, será que realmente é importante ter esse “sentido”? Não sei responder, mas de fato, será divertido.

Bom, como diz o título do blog: Blog Pensante, ou seja, = meus pensamentos.

Estou cansada caro leitor! Vou parar de escrever por hoje, mas não se esqueçam que o mal dos homens, nada mais é, do que a conseqüências das suas atitudes.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

A vida às vezes é estranha...

Quando tudo está bem vem uma onda (tsunami) e acaba com tudo...

Quando tudo está mal, acontece alguma coisa que te enche de alegria. E isso é melhor do que a frase acima citada. Na verdade, depende.

As frases são opostas, porém, verdadeiras. São um ciclo.

Às vezes é tão difícil aceitar determinada situação e você chora, sofre e quando ri o ciclo recomeça. Deveria ser como num rio. Talvez fosse interessante que sentissémos cada sentimento uma única vez na vida... Ser triste por um dia! Se sentir cansado por um dia! Ser feliz por um dia! Já pensou? É, talvez não tivesse muita graça...

Escolhas - cada um faz a sua. Deveria ser proibido voltar atrás de uma decisão ou não. Eu apenas lamento quando a imaturidade de alguns prejudica outros. Tem um poema do Mário Quintana com uma frase célebre, que traduziria exatamente o que eu quero dizer, mas eu não vou citá-la. Quem se arrisca a me dizer qual é? Esse grande poeta e escritor tem várias criações fantásticas, mas essa, em especial, é a mais profunda pra mim.

Às vezes nos sentimos prontos para enfrentar o mundo ou para recomeçar, mas você tropeça e cai. Por que você cai? Por que você não foi forte o suficiente? Por que você não aguentou a barra? Por que você se rende? Há forças maiores? A resposta é sim. Mas sempre vale à pena recalcular, preparar a massa do cimento e começar a colar os tijolos, só não pode construir uma muralha, afinal de contas, ela esconderia o nosso sorriso, que reflete a alegria ou a tristeza da alma.

Depois da tempestade sempre vem a calmaria, mesmo que ela demore um pouquinho. Só não vale sentar a bunda no banquinho e não remar.

Calma! Estou remando! Estou quase chegando lá!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Quase um mês sem passar por aqui...

Mas a coisa funciona mais ou menos assim: quanto mais velho você fica, mas responsabilidades você tem... Dizem também que na vida temos prioridades e por mais que eu ame certas coisas, fui obrigada a definir minhas prioridades e aí vocês sabem como é, cada um escolhe um caminho e eu escolhi o meu... Abri mão de muitas coisas que às vezes me dá uma baita saudade, mas que sei que, por hora, é o melhor pra mim, por mais que me parta o coração e que eu guarde as lágrimas e as lembranças em algum lugar dentro de mim...

Ultimamente tenho escutado muito "James Morisson" e eu recomendo! Suas músicas são doces e me fazem viajar nessa doce correria...

Essa semana temos a Olimpíada do Conhecimento aqui em Curitiba e o evento está lindo! Vale à pena conferir!

Abaixo segue um artigo da Lya Luft, publicado na Veja da semana passada em homenagem ao Dia dos Pais... Texto lindo! Bom, eu não tive um pai a minha vida inteira, mas tive uma mãe-pai, avôs-pai e um padrasto-pai. Acho que Deus escreve certo por linhas tortas.



Sobre o meu pai Arthur

Nesta coluna homenageio o meu pai Arthur, que morreu quando eu tinha 35 anos, e de quem, 35 anos depois, ainda recordo todos os dias, pelo seu legado de carinho, justiça, integridade e proteção, que até agora me dá força quando preciso dela (preciso muitas vezes). As propagandas em torno dos Dias dos Pais, se irritam pela comercialização (para quem deseja isso) em torno do afeto, servem de lembrete a quem anda esquecido do seu pai.

Então tenho lembrado com mais intensidade do meu, que era severo e terno. Seu olho verde faiscava de brabeza ou transbordava de afeto. O rumor de seu passo no corredor botava o meu mundo em ordem. Sua risada era aberta e franca, seu abraço era cálido, sua alegria, generosa. Tinha momentos de melancolia, em que fitava um ponto distante longo tempo sem falar. Seu amor pela família foi talvez seu traço mais marcante. Ensinou-me o nome das árvores do jardim e os cuidados com elas, para que dessem frutos doces. Transmitiu-me a noção do sagrado das coisas e das pessoas. Gostava de tranqüilidade, meu pai Arthur. Recusou sistematicamente os costumes para deixar nossa pequena cidade e assumir cargos importantes. Era atento e compreensivo, ajudou fugitivos da II Guerra, levava cobertores ou remédios aos pobres, aconselhava amigos e desconhecidos que vinham lhe pedir orientação. Lembro-me do que relatou alguém que o procurou em casa, e ele, interrogado sobre sua vasta biblioteca, apontou os livros e disse com simplicidade: “Eles são meus amigos”.

Era também exigente, meu pai Arthur. Aborrecia-se com meu boletim invariavelmente medíocre, porque eu não gostava de estudar: queria ficar em casa, lendo no meu quarto ou debaixo de alguma árvore, e achava as regras de disciplina da escola antes cômicas do que respeitáveis. Além de negligente na escola, em casa não conseguia ser a menina prendada que minha mãe desejava.

Não podia competir com suas sobrinhas ou filhas de amigas, num tempo em que ser prendada era importante (para mim, era bobagem): meus bordados eram tortos, minha incapacidade de arrumar a cama era patética, meu horror à cozinha era vergonhoso, eu respondia mal à minha mãe, ou lhe mostrava a língua. Era um desastre, e me sentia assim. Quando as queixas de minha mãe e professores se tornaram excessivas, ele me pôs num internato. “Para o seu bem”, ele disse. Não esqueço a dor daquele dia e dos outros, nem a minha gratidão quando, dois meses depois, em uma visita, anunciei que se ele não me tirasse dali eu morreria, e ele me levou para casa. Por essa, e tantas outras, dediquei-lhe especialmente um de meus livros, dizendo: “A meu pai Arthur, para quem eu não era só uma criança: eu era uma pessoa”. Ainda falo com ele, recorro a ele em minhas aflições, pedindo que, como fez em vida, me ajude em minhas trapalhadas. (não sei como, mas ele ajuda).

Nele, antecipando o Dia dos Pais, que se aproxima, homenageio todos os pais que não vão ter o carinho dos filhos pequenos ou adultos, nem um telefonema alegre, nem um almoço ruidoso, nem mesmo um recado. Homenageio os pais que ficarão sozinhos fingindo que não faz mal, que filho é assim mesmo, que a vida é assim. Não é assim. Em meu pai Arthur, homenageio os pais que não puderam estar sempre junto de seus filhos porque, longe, precisavam garantir o seu sustento; que foram relegados quando não tinham mais dinheiro ou saúde; criticados quando quiseram buscar alguma felicidade; ou que, sem entender, foram declarados dispensáveis e desimportantes.

Não posso esquecer aqui aqueles pais que perderam um filho ou uma filha, na dor que não se cura com nada. Mas penso também nos pais alegres, nos pais carinhosos, nos pais protetores, parceiros, guerreiros, nos pais que têm sorte, e que nesse dia especial receberão abraços, telefonemas, torpedos, churrascos, conversas, sorrisos ou até mesmo um bilhete infantil – como aqueles que tantas vezes, na minha distância infância, deixei no bolso do paletó ou no prato do café da manhã de meu pai Arthur.