quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Quase um mês sem passar por aqui...

Mas a coisa funciona mais ou menos assim: quanto mais velho você fica, mas responsabilidades você tem... Dizem também que na vida temos prioridades e por mais que eu ame certas coisas, fui obrigada a definir minhas prioridades e aí vocês sabem como é, cada um escolhe um caminho e eu escolhi o meu... Abri mão de muitas coisas que às vezes me dá uma baita saudade, mas que sei que, por hora, é o melhor pra mim, por mais que me parta o coração e que eu guarde as lágrimas e as lembranças em algum lugar dentro de mim...

Ultimamente tenho escutado muito "James Morisson" e eu recomendo! Suas músicas são doces e me fazem viajar nessa doce correria...

Essa semana temos a Olimpíada do Conhecimento aqui em Curitiba e o evento está lindo! Vale à pena conferir!

Abaixo segue um artigo da Lya Luft, publicado na Veja da semana passada em homenagem ao Dia dos Pais... Texto lindo! Bom, eu não tive um pai a minha vida inteira, mas tive uma mãe-pai, avôs-pai e um padrasto-pai. Acho que Deus escreve certo por linhas tortas.



Sobre o meu pai Arthur

Nesta coluna homenageio o meu pai Arthur, que morreu quando eu tinha 35 anos, e de quem, 35 anos depois, ainda recordo todos os dias, pelo seu legado de carinho, justiça, integridade e proteção, que até agora me dá força quando preciso dela (preciso muitas vezes). As propagandas em torno dos Dias dos Pais, se irritam pela comercialização (para quem deseja isso) em torno do afeto, servem de lembrete a quem anda esquecido do seu pai.

Então tenho lembrado com mais intensidade do meu, que era severo e terno. Seu olho verde faiscava de brabeza ou transbordava de afeto. O rumor de seu passo no corredor botava o meu mundo em ordem. Sua risada era aberta e franca, seu abraço era cálido, sua alegria, generosa. Tinha momentos de melancolia, em que fitava um ponto distante longo tempo sem falar. Seu amor pela família foi talvez seu traço mais marcante. Ensinou-me o nome das árvores do jardim e os cuidados com elas, para que dessem frutos doces. Transmitiu-me a noção do sagrado das coisas e das pessoas. Gostava de tranqüilidade, meu pai Arthur. Recusou sistematicamente os costumes para deixar nossa pequena cidade e assumir cargos importantes. Era atento e compreensivo, ajudou fugitivos da II Guerra, levava cobertores ou remédios aos pobres, aconselhava amigos e desconhecidos que vinham lhe pedir orientação. Lembro-me do que relatou alguém que o procurou em casa, e ele, interrogado sobre sua vasta biblioteca, apontou os livros e disse com simplicidade: “Eles são meus amigos”.

Era também exigente, meu pai Arthur. Aborrecia-se com meu boletim invariavelmente medíocre, porque eu não gostava de estudar: queria ficar em casa, lendo no meu quarto ou debaixo de alguma árvore, e achava as regras de disciplina da escola antes cômicas do que respeitáveis. Além de negligente na escola, em casa não conseguia ser a menina prendada que minha mãe desejava.

Não podia competir com suas sobrinhas ou filhas de amigas, num tempo em que ser prendada era importante (para mim, era bobagem): meus bordados eram tortos, minha incapacidade de arrumar a cama era patética, meu horror à cozinha era vergonhoso, eu respondia mal à minha mãe, ou lhe mostrava a língua. Era um desastre, e me sentia assim. Quando as queixas de minha mãe e professores se tornaram excessivas, ele me pôs num internato. “Para o seu bem”, ele disse. Não esqueço a dor daquele dia e dos outros, nem a minha gratidão quando, dois meses depois, em uma visita, anunciei que se ele não me tirasse dali eu morreria, e ele me levou para casa. Por essa, e tantas outras, dediquei-lhe especialmente um de meus livros, dizendo: “A meu pai Arthur, para quem eu não era só uma criança: eu era uma pessoa”. Ainda falo com ele, recorro a ele em minhas aflições, pedindo que, como fez em vida, me ajude em minhas trapalhadas. (não sei como, mas ele ajuda).

Nele, antecipando o Dia dos Pais, que se aproxima, homenageio todos os pais que não vão ter o carinho dos filhos pequenos ou adultos, nem um telefonema alegre, nem um almoço ruidoso, nem mesmo um recado. Homenageio os pais que ficarão sozinhos fingindo que não faz mal, que filho é assim mesmo, que a vida é assim. Não é assim. Em meu pai Arthur, homenageio os pais que não puderam estar sempre junto de seus filhos porque, longe, precisavam garantir o seu sustento; que foram relegados quando não tinham mais dinheiro ou saúde; criticados quando quiseram buscar alguma felicidade; ou que, sem entender, foram declarados dispensáveis e desimportantes.

Não posso esquecer aqui aqueles pais que perderam um filho ou uma filha, na dor que não se cura com nada. Mas penso também nos pais alegres, nos pais carinhosos, nos pais protetores, parceiros, guerreiros, nos pais que têm sorte, e que nesse dia especial receberão abraços, telefonemas, torpedos, churrascos, conversas, sorrisos ou até mesmo um bilhete infantil – como aqueles que tantas vezes, na minha distância infância, deixei no bolso do paletó ou no prato do café da manhã de meu pai Arthur.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Final de semana chegando...
Nada como ficar em casa assistindo um filme e tomando um chocolate quente nesse friozinho...

sexta-feira, 27 de junho de 2008

QUANDO A GENTE SE APAIXONA

Uns dizem que é químico e explicam tudo com nomes difíceis. Segundo estes, a paixão acontece quando o nosso organismo (por alguma razão não determinada) libera montes de neurotransmissores como a dopamina, a feniletilamina e a ocitonina, por meio de impulsos nervosos. Essas substâncias alteram o funcionamento do cérebro, afetam emoções, aguçam ousadias, e despertam os prazeres. Mas eu acho tudo isso complicado demais para o funcionamento do meu cérebro.

Outros afirmam que é físico. Corpos têm a capacidade de sofrer atrações. Então se atraem. A gente começa a querer arranjar motivos racionais ou irracionais para explicar o fenômeno, daí conclui que está apaixonado. Mas eu acho isso muitíssimo sem graça.

Há quem acredite nos mistérios da alma ou do destino. Algumas pessoas já nasceram umas para as outras, e a vida (ou a sorte) se encarregarão (ou não) de cruzar os seus caminhos. Mas eu acho isso muito injusto com as pessoas que nunca encontraram suas caras-metades.

Por isso resolvi desistir de encontrar explicações e acreditar numa intuição meio maluca que nada tem a ver com acasos ou predestinações, não tem fundamento científico, muito menos embasamento teórico.

Paixão, para mim, é coisa lá do desconhecido. Não se pode afirmar nada sobre ela, uma vez que é característica da paixão se contradizer de vez em quando. Não é para se teorizar. Não serve para se especular. Não cabe em conjuntos ordenados, métodos, sistemas, raciocínios. Não tem razão. Não se presta a objeto de estudo, pois foge desesperadamente da lógica.

Portanto, é melhor ir direto ao assunto . Paixão é para se viver. Para se entregar. Para sofrer. Para gozar. Para rir e chorar. Para sentir uma infinidade de inexplicáveis sensações, umas boas, outras ruins. Frio na espinha, embrulho no estomago, desejo ensandecido, medo de ser traído, tonturas, arrepios, tremores. Paixão provoca visões: fogos de artifício, finais trágicos, cataclismas, véus, grinaldas, tempestades ou dias de sol, independente do que está acontecendo no mundo lá fora. Paixão é feito montanha-russa. É necessário tomar alguma precaução para evitar danos irreversíveis. No mais, é para se arriscar. Ou para se desistir dela.

Porque “meias paixões”, assim como “meias borboletas”, não servem para deixar a gente nas nuvens.


Texto de: Adriana Falcão.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

MEIO OU DESCULPA

Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes.

Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.

Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.

O sucesso é construído à noite!

Durante o dia você faz o que todos fazem.

Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial.

Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.

Não se compare à maioria, pois infelizmente ela não é modelo de sucesso.

Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chopp com batatas fritas.

Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.

Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina.

A realização de um sonho depende de dedicação.

Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica.

Mas toda mágica é ilusão e a ilusão não tira ninguém de onde está.

Em verdade, a ilusão é combustível dos perdedores, pois...

Quem quer fazer alguma coisa, encontra um meio.

Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa."



(Roberto Shinyashiki)

quarta-feira, 25 de junho de 2008

ROSAS


Certa vez ganhei uma rosa e a guardei no mais íntimo de mim,
dentro de uma caixinha de segredos, onde lá escondo outras coisas também. Fazem
quatro anos que ela está lá guardada, suas folhas estão secas, porém
intactas. Pasmem: ela ainda é cheirosa!
Dizem que ela é assim porque foi dada com amor, com
verdadeiro e puro amor. Foi a primeira rosa que ganhei e a mais especial até
hoje pelo doce perfume que ela ainda exala.