quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Hoje eu me permitirei ao luxo de não falar nada com nada... (sempre me permito).

E minha questão é: Por que o que eu escrevo tem que ter um sentido se nem tudo o que eu penso faz sentido? É, tem sentido escrever o que eu penso que não tem sentido.

Por que a cada dia que passa, e as coisas que acontecem, tornam as pessoas mais exigentes e intransigentes?

Às vezes eu me pergunto se daqui a 05 anos tudo o que eu escrevo vai fazer sentido e se eu vou entender. Mas, será que realmente é importante ter esse “sentido”? Não sei responder, mas de fato, será divertido.

Bom, como diz o título do blog: Blog Pensante, ou seja, = meus pensamentos.

Estou cansada caro leitor! Vou parar de escrever por hoje, mas não se esqueçam que o mal dos homens, nada mais é, do que a conseqüências das suas atitudes.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

A vida às vezes é estranha...

Quando tudo está bem vem uma onda (tsunami) e acaba com tudo...

Quando tudo está mal, acontece alguma coisa que te enche de alegria. E isso é melhor do que a frase acima citada. Na verdade, depende.

As frases são opostas, porém, verdadeiras. São um ciclo.

Às vezes é tão difícil aceitar determinada situação e você chora, sofre e quando ri o ciclo recomeça. Deveria ser como num rio. Talvez fosse interessante que sentissémos cada sentimento uma única vez na vida... Ser triste por um dia! Se sentir cansado por um dia! Ser feliz por um dia! Já pensou? É, talvez não tivesse muita graça...

Escolhas - cada um faz a sua. Deveria ser proibido voltar atrás de uma decisão ou não. Eu apenas lamento quando a imaturidade de alguns prejudica outros. Tem um poema do Mário Quintana com uma frase célebre, que traduziria exatamente o que eu quero dizer, mas eu não vou citá-la. Quem se arrisca a me dizer qual é? Esse grande poeta e escritor tem várias criações fantásticas, mas essa, em especial, é a mais profunda pra mim.

Às vezes nos sentimos prontos para enfrentar o mundo ou para recomeçar, mas você tropeça e cai. Por que você cai? Por que você não foi forte o suficiente? Por que você não aguentou a barra? Por que você se rende? Há forças maiores? A resposta é sim. Mas sempre vale à pena recalcular, preparar a massa do cimento e começar a colar os tijolos, só não pode construir uma muralha, afinal de contas, ela esconderia o nosso sorriso, que reflete a alegria ou a tristeza da alma.

Depois da tempestade sempre vem a calmaria, mesmo que ela demore um pouquinho. Só não vale sentar a bunda no banquinho e não remar.

Calma! Estou remando! Estou quase chegando lá!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

QUE PAÍS É ESSE?

O que está acontecendo com o mundo?

O que está acontecendo com as pessoas?

Ultimamente, quer dizer, nas últimas doze horas escutei coisas que jamais imaginei que fosse escutar alguma vez na vida... É exatamente como diz o ditado: "A gente vai morrer e não vai ver tudo" - no caso, ouvir.

Bom, o que eu ouvi?


"Eu não vou votar em Fulano (não convêm dizer o nome do candidato) porque ele quer colocar uma hora a mais de aula para as crianças e aumentar em um ano o ensino fundamental."

Pelo Amor de DEUS!!!!!!! Educação é a base do futuro, é a base para garantirmos um futuro bom para os nossos filhos e colaborar com o desenvolvimento sustentável do país!!! Minha indignação não é pelo fato de não votar nesse ou naquele candidato, mas sim pelo pensamento de porco de achar que educação é um lixo, de que não é tão importante! A pergunta correta é como eu quero o Brasil para os meus netos? O que eu posso fazer por eles para que eles vivam num lugar melhor? Como tornar o nosso país desenvolvido? EDUCAÇÃO é a resposta! Educação forte! E, é lá na base, no comecinho que precisa ser mais forte, para que a criança colha os frutos bons do futuro!

"Eu vou votar em Beltrano, só para ser do contra"

Gente! Para ser do contra? Vai pro INFERNO! O importante é analisar as propostas dos candidatos, é pesquisar soobre eles e tudo mais... Só pra ser do contra? Sem comentários... Que país é esse? Depois a culpa é dos políticos pelo Brasil ser assim! A culpa é nossa, é do povo que elege candidatos corruptos, que não analisa suas propostas e intenções. Tem gente que espera que as coisas caiam do céu como chuva! E não, não, não é assim!
Se tivéssemos mais conciência da importância do voto de cada um, com certeza os danos seriam menores. Mas os brasileiros, não generalizando, parece que se esqueceram de alguns princípios básicos. A cada dia fico mais preocupada com o lugar em que algum dia, meus filhos viverão.

Enquanto Houver Sol

Quando não houver saída
Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída
Nenhuma idéia vale uma vida...

Quando não houver esperança
Quando não restar nem ilusão
Ainda há de haver esperança
Em cada um de nós
Algo de uma criança...

Enquanto houver sol
Enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol
Enquanto houver sol...

Quando não houver caminho
Mesmo sem amor, sem direção
A sós ninguém está sozinho
É caminhando
Que se faz o caminho...

Quando não houver desejo
Quando não restar nem mesmo dor
Ainda há de haver desejo
Em cada um de nós
Aonde Deus colocou...

Titãs

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Quase um mês sem passar por aqui...

Mas a coisa funciona mais ou menos assim: quanto mais velho você fica, mas responsabilidades você tem... Dizem também que na vida temos prioridades e por mais que eu ame certas coisas, fui obrigada a definir minhas prioridades e aí vocês sabem como é, cada um escolhe um caminho e eu escolhi o meu... Abri mão de muitas coisas que às vezes me dá uma baita saudade, mas que sei que, por hora, é o melhor pra mim, por mais que me parta o coração e que eu guarde as lágrimas e as lembranças em algum lugar dentro de mim...

Ultimamente tenho escutado muito "James Morisson" e eu recomendo! Suas músicas são doces e me fazem viajar nessa doce correria...

Essa semana temos a Olimpíada do Conhecimento aqui em Curitiba e o evento está lindo! Vale à pena conferir!

Abaixo segue um artigo da Lya Luft, publicado na Veja da semana passada em homenagem ao Dia dos Pais... Texto lindo! Bom, eu não tive um pai a minha vida inteira, mas tive uma mãe-pai, avôs-pai e um padrasto-pai. Acho que Deus escreve certo por linhas tortas.



Sobre o meu pai Arthur

Nesta coluna homenageio o meu pai Arthur, que morreu quando eu tinha 35 anos, e de quem, 35 anos depois, ainda recordo todos os dias, pelo seu legado de carinho, justiça, integridade e proteção, que até agora me dá força quando preciso dela (preciso muitas vezes). As propagandas em torno dos Dias dos Pais, se irritam pela comercialização (para quem deseja isso) em torno do afeto, servem de lembrete a quem anda esquecido do seu pai.

Então tenho lembrado com mais intensidade do meu, que era severo e terno. Seu olho verde faiscava de brabeza ou transbordava de afeto. O rumor de seu passo no corredor botava o meu mundo em ordem. Sua risada era aberta e franca, seu abraço era cálido, sua alegria, generosa. Tinha momentos de melancolia, em que fitava um ponto distante longo tempo sem falar. Seu amor pela família foi talvez seu traço mais marcante. Ensinou-me o nome das árvores do jardim e os cuidados com elas, para que dessem frutos doces. Transmitiu-me a noção do sagrado das coisas e das pessoas. Gostava de tranqüilidade, meu pai Arthur. Recusou sistematicamente os costumes para deixar nossa pequena cidade e assumir cargos importantes. Era atento e compreensivo, ajudou fugitivos da II Guerra, levava cobertores ou remédios aos pobres, aconselhava amigos e desconhecidos que vinham lhe pedir orientação. Lembro-me do que relatou alguém que o procurou em casa, e ele, interrogado sobre sua vasta biblioteca, apontou os livros e disse com simplicidade: “Eles são meus amigos”.

Era também exigente, meu pai Arthur. Aborrecia-se com meu boletim invariavelmente medíocre, porque eu não gostava de estudar: queria ficar em casa, lendo no meu quarto ou debaixo de alguma árvore, e achava as regras de disciplina da escola antes cômicas do que respeitáveis. Além de negligente na escola, em casa não conseguia ser a menina prendada que minha mãe desejava.

Não podia competir com suas sobrinhas ou filhas de amigas, num tempo em que ser prendada era importante (para mim, era bobagem): meus bordados eram tortos, minha incapacidade de arrumar a cama era patética, meu horror à cozinha era vergonhoso, eu respondia mal à minha mãe, ou lhe mostrava a língua. Era um desastre, e me sentia assim. Quando as queixas de minha mãe e professores se tornaram excessivas, ele me pôs num internato. “Para o seu bem”, ele disse. Não esqueço a dor daquele dia e dos outros, nem a minha gratidão quando, dois meses depois, em uma visita, anunciei que se ele não me tirasse dali eu morreria, e ele me levou para casa. Por essa, e tantas outras, dediquei-lhe especialmente um de meus livros, dizendo: “A meu pai Arthur, para quem eu não era só uma criança: eu era uma pessoa”. Ainda falo com ele, recorro a ele em minhas aflições, pedindo que, como fez em vida, me ajude em minhas trapalhadas. (não sei como, mas ele ajuda).

Nele, antecipando o Dia dos Pais, que se aproxima, homenageio todos os pais que não vão ter o carinho dos filhos pequenos ou adultos, nem um telefonema alegre, nem um almoço ruidoso, nem mesmo um recado. Homenageio os pais que ficarão sozinhos fingindo que não faz mal, que filho é assim mesmo, que a vida é assim. Não é assim. Em meu pai Arthur, homenageio os pais que não puderam estar sempre junto de seus filhos porque, longe, precisavam garantir o seu sustento; que foram relegados quando não tinham mais dinheiro ou saúde; criticados quando quiseram buscar alguma felicidade; ou que, sem entender, foram declarados dispensáveis e desimportantes.

Não posso esquecer aqui aqueles pais que perderam um filho ou uma filha, na dor que não se cura com nada. Mas penso também nos pais alegres, nos pais carinhosos, nos pais protetores, parceiros, guerreiros, nos pais que têm sorte, e que nesse dia especial receberão abraços, telefonemas, torpedos, churrascos, conversas, sorrisos ou até mesmo um bilhete infantil – como aqueles que tantas vezes, na minha distância infância, deixei no bolso do paletó ou no prato do café da manhã de meu pai Arthur.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Final de semana chegando...
Nada como ficar em casa assistindo um filme e tomando um chocolate quente nesse friozinho...