terça-feira, 27 de julho de 2010

MEU NOME NÃO É MARLON!

Como ele descobriu meu nome não é difícil imaginar, mas como ele descobriu meu e-mail é uma boa pergunta, que ele nunca quis me responder.

Maio de 2006, primeiro semestre da faculdade, foi quando recebi o primeiro e-mail dele, dizendo que me achava uma garota bonita e interessante. Marlon estava no último período do curso, sendo um cara educado e talvez tímido, mas um pouco convencido quando me disse, ainda nesse primeiro contato, que achava que existia uma troca de olhares entre nós. Na sequência, ele me enviou uma foto, que além de estar um tanto longe, não dava para ver muito bem o rosto dele (consideremos que eu também sou míope).

Procurei prestar mais atenção pelos corredores até que um dia o vi... Passei a cumprimentá-lo com um “oi” meio singelo, sem graça... Com o tempo, me atrevi até a beijar o rosto dele.

Achava o Marlon um cara estranho, porque mesmo (agora), ele teimava em dizer que eu era uma garota metida. Ele, no mínimo, deveria ter sérios problemas de memorização ou de ego, afinal nós sempre conversávamos na faculdade e por MSN.

Ele era querido, bonito, forte e tinha um sorriso daqueles de tirar o fôlego. Todas as minhas amigas também o achavam um cara legal.

Certa vez (já no final do ano), ele me parou no corredor e me pediu o meu MSN. Minha cara foi de espanto, realmente fiquei um tanto indignada!

- “Mas Marlon, você tem meu MSN!”



- “Rafael! Meu nome é Rafael!”



- “Marlon Rafael?”



(ele me olha com aquela cara de “ta doida?”)



- “Rafael Marlon?”



- “Não!”



- “Então quem é o Marlon?” (Bruna com aquela cara de taxo)...


É caro (a) leitor (a), a vida tem dessas coisas... rs... Depois eu soube quem era o Marlon, porque ele estava fazendo dependência na faculdade... Com muita cara de pau, mandei um e-mail pra ele me desculpando e explicando a situação (já estávamos em dezembro)...

segunda-feira, 31 de maio de 2010

INJUSTO?

A idéia de algum dia ter que escolher entre um amor e meus amigos nunca me pareceu justa. Pensar nessa possibilidade, menor ainda.

Quando menos esperei me perguntaram: se você tivesse que escolher entre o seu amor e os seus amigos, quem você escolheria? Não pensei que a resposta viria tão rápida, tão veloz, tão forte e abrupta da maneira que foi.

E sem querer tive que escolher. Eles também.

Já dizia os olhos azuis que eu mais amo em todo o mundo: a vida é uma avenida de mão dupla, tudo o que vai, com certeza volta.

E se as minhas razões não lhe contentam, sinto muito, eu dei o melhor de mim e não recebi metade em troca.

sábado, 29 de maio de 2010

TOC TOC

Toc Toc... Meu aniversário está batendo à porta... Faltam poucas horas. Daqui a pouco vou sair, vou esbravejar, vou curtir. 

Não, minha saída não foi planejada, foi assim, um convite de última hora... Não será uma comemoração de aniversário, apenas mais uma balada... Balada vip... Com direito a estacionamento, acesso aos camarins, aos palcos e tudo mais o que quiser... Balada do momento, da moda.

Então que mais uma rodada se encerra nesse típico clima de outono de  um mês de maio frio e chuvoso... Daqui uns meses uma primavera linda, colorida e florida... Minha estação favorita... Minha nova potência de motor mal pode esperar por ela! 

quinta-feira, 29 de abril de 2010

DE BRUNA PARA BRUNA

"Sabe esse acidente que se deu com o avião da TAM? Ele me deixou assustada. Assustada no sentido de ver como a nossa vida é frágil e como a gente nunca sabe quando é o nosso último dia e como hoje ou amanhã possa ser a última vez que estamos saindo de casa, que estamos próximas das pessoas que amamos. E, eu fico pensando em quanta coisa nós deixamos para fazer depois, para falar depois... E em um segundo o seu destino muda e a sua vida acaba e você não fez; você não disse; você não aproveitou; você não curtiu o que a via poderia lhe oferecer de melhor; você não alegrou o dia de alguém. Mas mesmo sabendo que isso tudo pode acontecer daqui um minuto, por que o medo de fazer, de mudar é tão grande? Por que o orgulho nos impede? Por que existe tanta maldade? Por que insistimos, de certa forma, a continuar com as mãos atadas? Que medo é esse que nos aprisiona?"
18/07/2007


quarta-feira, 28 de abril de 2010

MEMÓRIAS

Já são quase 2.2... Outra hora era 1.3 e suas derivações. Não é raro eu estar assim tão “nostálgica”, mas não deixa de ser fato. Parece que foi ontem!

E então que certos lugares, certos cheiros sempre lhe remetem a alguma coisa.

Quando você é criança, não vê a hora de ser “gente grande”, de poder ir e vir para onde quiser... E você, conseqüentemente, acha que é bobeira quando os mais velhos falam “aproveita, porque essa é a melhor fase da sua vida, e ela passa rápido!”... E passa, como passa! Até uva passa! rss..

Ontem fui a um mercado que ficava perto da casa onde morei por muitos anos, e estar lá novamente foi como se eu mergulhasse num ínfimo das minhas mais doces memórias.

Eu estudava de manhã e durante as tardes passava no “Chalela” para comprar alguma coisa para comer. Sempre em dose dupla. Se era um pão pra mim, o outro era para a Laika, e por ai vai... Me lembrei das tardes em que a minha fiel companheira ficava assistindo sessão da tarde comigo, das minhas amigas, das risadas... De toda aquela atmosfera inebriante e gostosa... Das travessuras, das tardes na biblioteca, das idas furtivas ao centro da cidade, das molecagens”

Tantas coisas, tantas pessoas... Idéias perdidas, metas cumpridas e tanto mais... Passa rápido, rápido demais. Tudo acaba. Até jaboticaba...rss.