segunda-feira, 30 de março de 2009

E O VENTO LEVOU?!

Com o passar do tempo se torna perceptível que algumas regras nunca mudam... A regra dos ciclos... Que eu poderia até, fazer uma analogia com o ciclo de vida do produto.

Produto. Está ai um bom sinônimo.

Todo produto tem um ciclo, ou seja, começo-meio-fim, ou podemos ainda chamar de introdução, crescimento, maturidade e declínio. E a vida meu amigo, a vida funciona assim.

E nela temos vários setores ou departamentos, em que vários produtos podem estar, simultâneamente, em estágios diferentes.

Não estou reclamando, estou apenas descontente que alguns desses departamentos não tenham tanta liquidez como gostaria, e que as altas taxas de impostos e a alta inflação estejam prejudicando os negócios. O departamento de Gestão de Pessoas, tem acusado desmotivação por parte dos colaboradores - o que prejudica o setor como um todo... Talvez a remuneração e os benefícios não estejam sendo adequados ou em doses necessárias... E infelizmente o planejamento estratégico de marketing não previu um plano B. Tanto os indicadores micro e macroeconômicos acusam sinal vermelho, sinal de alerta. E a Controladoria talvez não saiba como administrar esse fluxo de caixa adequadamente, fazendo com que mais tarde, o setor de produção venha a ter excesso de uma substância que indica que a qualidade não está "equilibrada" ou que está substancialmente, falhada. A esperança, meu caro auditor, é que essa empresa, receba uma consultoria e assistência adequada, de modo a ter excelentes resultados no fechamento do demonstrativo de resultado de exercício e no balanço patrimonial.

segunda-feira, 16 de março de 2009

EU VOU FAZER UM LEILÃO,

quem dá mais pelo meu coração?

Singela pergunta. Sem motivos especiais. Mas é fato dito. Parece que as pessoas atraem certos tipos de coisas, de gente. Comigo nunca é diferente. E eu, à primeira vista, sou compreensiva comigo mesma e com os outros (o que é pior?).

Depois eu paro e analiso a situação e a conclusão é sempre a mesma. E aí, parece que ao mesmo tempo que me facilita, me complica. Por que às vezes é tão complicado?

Então, eu gosto de andar de carro, com os vidros todos abertos para sentir aquele vento gostoso batendo na cara e ver o pôr-do-sol, para ver se o vento entrando pelas entranhas (redundância) melhora alguma coisa, para ver se a noite esclarece o que o dia escondeu (capital inicial).

Mas também é fato que as coisas mais bizarras acontecem comigo a noite. Por isso que a frase da música do Capital Inicial faz sentido (pra mim pelo menos).

E às vezes me dá tanta saudade de um outro tempo da minha vida! De um tempo que eu não precisava me preocupar com isso. Não que necessariamente seja preciso.

E aí, eu estou a noite pelas ruas e eu os vejo em vários números, de diferentes maneiras, com jeitos e trijeitos próprios. Uns esbanjam sorrisos e outros ciúmes. E parece ser tão fácil. E porque comigo tem que ser tão mais difícil? Por que aquelas velhas sinas me acompanham? Me pertubam? Me perseguem?

Preciso da minha cabeça para outras coisas. Tenho perdido a memória, esquecido coisas e qualquer dia corro o risco de perder a vida por essa distração (cerébro cansado, segundo os mais experientes do que eu).

Mas o leilão está aberto. Quem dá o lance mais singelo? Atenção para os requisitos... Se não, que graça vai ter? Eu preciso de mais histórias pra contar.

domingo, 1 de março de 2009

Amigos são irmãos que escolhemos... Mas não é para todos os nossos amigos que podemos compartilhar tudo o que se passa no nosso íntimo...

As pessoas podem criar visões desturpadas sobre você... Por que, por mais que você tenha argumentos e mais argumentos, elas jamais vão entender exatamente o que se passa com você...

Acho que todo mundo tem o direito de fazer confusão, faz parte do aprendizado... E você acaba sendo julgado, hostilizado...

Portanto se você é intuitivo, não tente fazer com que uma pessoa lógica compreenda o que se passa na sua cabeça... E você mesmo sabendo que ela tem razão em quase tudo, vai continuar sem uma solução expressa... Porque os sentimentos não fazem sentido, embora sua cabeça saiba o que é certo... O coração às vezes é conflitante... E a lógica não é lógica para resolver os problemas dele...

Me disseram que eu tenho que pensar mais em mim, primeiro em mim... Mas isso soa tão egoísta!!!!!! Não consigo pensar só em mim... Porém sou obrigada a concordar que as pessoas, de um modo geral, pensam sempre nelas primeiro... E ai vem uma pergunta: "É egoísmo meu (comigo) pensar nos outros primeiros ou egoísmo (com os outros) pensar sempre em mim primeiro? Um tanto confuso, mas o que é exatamente correto ou errado? Talvez ambos, talvez nenhum, talvez alguma opção... Qual?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

PARA VIVER UM GRANDE AMOR

Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.
Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.
Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.
Para viver um grande amor, il faut, além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.
Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.
É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...
Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?
Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.
É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.
Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.

Vinicius de Morais

domingo, 21 de dezembro de 2008

"I don't wanna hear,
I don't wanna know
Please don't say you're sorry
I've heard it all before
And I can take care of myself
I don't wanna hear, I don't wanna know
Please don't say 'forgive me'
I've seen it all before
And I can't take it anymore"

Hoje eu tive certeza que eu não sou uma espécie típicamente normal de mulher. Eu sou a mulher escudo... Talvez, mulher meio-psicológa embutida sem formação acadêmica. Escudo caro (a) leitor (a), escudo...

Dizem que nós atraímos para a gente aquilo que desejamos... E definitivamente eu não atraío o que eu desejo... Não é a primeira vez e certamente não será a última...
E a minha pergunta é justamente: Por que? Eu não entendo...

Não quero coisas pela metade... Sentimentos inacabados... Tem que funcionar como um ciclo, como eu sempre digo... E se um ciclo não termina, por favor, não tentem começar outro e machucar outras pessoas de qualquer jeito que isso possa vir a acontecer...

Você tem que ser inteiro, tem que ser de corpo e alma... Como diz Adriana Falcão: "Meias paixões, assim como "meia-borboleta", não serve pra deixar a gente nas nuvens"... E eu não quero nada que não possa ser meu de verdade... Ou que não possa ser tangível, possível...

Não me refiro a amores à distância... Porque disso uma coisa eu aprendi: Amor à distância é possível, relacionamento à distância não.

"Don't explain yourself cause talk is cheap
There's more important things than hearing you speak
You stayed cause I made it so convenient
Don't explain yourself, you'll never see"