segunda-feira, 23 de junho de 2008

OLHOS VERDES

Eles verdes são: E têm por usança, na cor esperança, e nas obras não.

Camões.


São uns olhos verdes, verdes,

Uns olhos de verde-mar,
Quando o tempo vai bonança;
Uns olhos cor de esperança,
Uns olhos por que morri;
Que ai de mi!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!

Como duas esmeraldas,
Iguais na forma e na cor,
Têm luz mais branda e mais forte,
Diz uma — vida, outra — morte;
Uma — loucura, outra — amor.
Mas ai de mi!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!

São verdes da cor do prado,
Exprimem qualquer paixão,
Tão facilmente se inflamam,
Tão meigamente derramam
Fogo e luz do coração;
Mas ai de mi!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!

São uns olhos verdes, verdes,
Que podem também brilhar;
Não são de um verde embaçado,
Mas verdes da cor do prado,
Mas verdes da cor do mar.
Mas ai de mi!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!

Como se lê num espelho,
Pude ler nos olhos seus!
Os olhos mostram a alma,
Que as ondas postas em calma
Também refletem os céus;
Mas ai de mi!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!

Dizei vós, ó meus amigos,
Se vos perguntam por mi,
Que eu vivo só da lembrança
De uns olhos cor de esperança,
De uns olhos verdes que vi!
Que ai de mi!
Nem já sei qual fiquei sendo
Depois que os vi!

Dizei vós: Triste do bardo!
Deixou-se de amor finar!
Viu uns olhos verdes, verdes,
Uns olhos da cor do mar:
Eram verdes sem esp'rança,
Davam amor sem amar!
Dizei-o vós, meus amigos,
Que ai de mi!
Não pertenço mais à vida
Depois que os vi!


(Gonçalves Dias)

SONETO DO AMOR TOTAL

Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

(Vinicius de Morais)

quarta-feira, 18 de junho de 2008


"A vaidade é o caminho mais curto para o paraíso da satisfação,
porém ela é, ao mesmo tempo,
o solo onde a burrice melhor se desenvolve"


(Augusto Cury, escritor brasileiro)

sexta-feira, 13 de junho de 2008

VIAGEM


Um pedaço da Alemanha no Brasil. Cultura Forte. Tradição.
Cidade agradabilíssima. Tempo Frio. Viagem à trabalho.
Gente de todo o Brasil. Projetos que contribuem para o desenvolvimento da sustentabilidade.
Sorvete de Rapadura. Brigadeiro de Aipim...


Danças típicas. Povo receptivo.
Muito trabalho. Preparação para a próxima etapa.
Sorrisos e cansaço.






Jantar a luz de velas com os colegas de trabalho.
Restaurante agradável. Petit Gâteau de sobremesa.





Retorno. Viagem Cansativa.
Recompensa .

terça-feira, 10 de junho de 2008


"Para sempre é muito tempo. O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo."
(Mário Quintana)